Evento discutiu o papel da biotecnologia no mundo e sua capacidade de oferecer soluções de produção de insumos e alimentos sustentáveis

Com o apoio da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial – ABBI, o Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos do SENAI CETIQT e o SENAI Departamento Nacional organizaram o Seminário Biotecnologia 4.0, na sede da Confederação Nacional da Indústria – CNI, em São Paulo. O evento, realizado em 11 de maio, reuniu os principais atores da Indústria 4.0 e da biotecnologia do país para analisar o cenário mundial e as perspectivas para a indústria brasileira, discutindo como a biotecnologia está inserida na 4ª revolução industrial.

Os palestrantes levaram exemplos de como a biotecnologia industrial impacta e é influenciada pela Indústria 4.0. Novos sensores, equipamentos e inteligência artificial aplicada à pesquisa, por exemplo, garantem o avanço na biotecnologia; já  a automação, big data, análise e controle avançado de processos e a IoT (Internet das Coisas) impactam na forma de trabalho e na comunicação na cadeia industrial.

O encontro contou com a participação de players industriais e líderes do governo na área, como Bernardo Silva, presidente executivo da ABBI; Victor Gomes, diretor do Instituto SENAI de Inovação em Metalmecânica;  Ronaldo Fragoso, sócio-líder de Market Development na DELOITTE; Lucas Pedersen Parizzi, pesquisador do Laboratório de Biotecnologia da Braskem; Fabio Larotonda, diretor da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); Luciano Coutinho, coordenador de Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços; Rafael Marques, Presidente do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético; entre outros.

“É muito importante investirmos nessa área. O Brasil tem grande potencial por ter muita biomassa, além de competência para trabalhar nesse campo. Se não aproveitarmos essa oportunidade, podemos ficar atrás de outros países que têm trabalhado essas potencialidades”, disse Fabio Larotonda, Diretor da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC. Ele falou ainda sobre as ações do Ministério, como o plano de ação de ciência, tecnologia e inovação em bioeconomia, que conta com diretrizes e iniciativas importantes na área. “Também pretendemos criar um observatório nacional de bioeconomia para monitorar as tendências e os países onde devemos investir”.

Mariana Doria, especialista do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos do SENAI CETIQT, lembrou que o evento surgiu de uma proposta apresentada pelo presidente da ABBI, Bernardo Silva. “O seminário quer mostrar como a biotecnologia é uma tecnologia disruptiva e está intrinsicamente relacionada com a Indústria 4.0”.

O Presidente Executivo da Associação Brasileira de Biotecnologia Industrial, Bernardo Silva, lembrou que a própria indústria 4.0 ainda está em fase inicial e que esse tema ainda é recente no Brasil. “Por isso, temos tentado, por meio do apoio a esses workshops, mobilizar as pessoas, criar massa crítica e começar a enxergar meios para incentivarmos as discussões sobre o tema no Brasil. E não é só para adoção das tecnologias 4.0 na biotecnologia, mas também para inserir a biotecnologia nas ações de indústria 4.0 de outros setores que têm grandes oportunidades de criar produtos inovadores”.

Fabio Pires, Gerente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, fechou o evento e lembrou a importância de empresas interessadas começarem a se unir para criar consórcios e desenvolver pesquisas em conjunto. “Os nossos institutos de inovação estão preparados para atender grupos de empresas que queiram desenvolver tecnologias em biotecnologia, tanto envolvendo nossos próprios cursos como fazendo parcerias com universidades nacionais e internacionais para, dessa forma, gerar competência de alto valor para o país”, concluiu.

Durante o Seminário de Biotecnologia 4.0 também foi divulgado o Prêmio Brasil Bioeconomia 2018, promovido pela ABBI (www.bioeconomia.com.br).

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