O curso Gestão e Planejamento em Modelagem: Alfaiataria Industrial busca aquecer o mercado do setor

Na última sexta-feira (26/10), o SENAI CETIQT realizou a Aula Magna do curso de pós-graduação em Gestão e Planejamento em Modelagem: Alfaiataria Industrial. O evento contou com palestras de grandes nomes do setor como Sergio Fronio, estilista da Aramis, e Miguel Cavalcante, modelista do Grupo SOMA, que mostraram a importância e o diferencial destes alunos quando chegam às indústrias.

“A nossa proposta é levar empoderamento para os nossos estudantes que estarão sendo preparados para serem os melhores. Tenho certeza que os representantes de marcas estão ansiosos para acompanhar a trajetória deles dentro do curso”, garantiu Melissa Silva, especialista em gestão de pós-graduação de Design de Moda e idealizadora do curso. Os alunos contaram ainda com uma dinâmica, regida pela professora do SENAI CETIQT Cristiane Santos Carvalho, que testou os conhecimentos dos estudantes sobre a ergonomia corporal.

No total, foram nove meses intensos de pesquisa encabeçada por professores e endossada por profissionais em cargos de gerência na indústria, que conseguiram trazer um olhar mais condizente às demandas do mercado. “Foi um processo árduo até chegarmos aqui. Pesquisamos muito e fomos atrás da própria indústria para conseguir conceber o curso. As empresas estão precisando deste profissional dos tempos modernos”, afirmou o professor do SENAI CETIQT, estilista e também idealizador do curso, Akihito Hira.

Durante sua palestra, o estilista da marca Aramis, Sergio Fronio, falou sobre como os alunos ingressados nesta pós-graduação possuem relevância dentro da indústria. Com expertise em gerenciamento de coleção, criação e desenvolvimento de produtos de moda masculina há mais de 20 anos, ele garantiu que espera muito desta turma, já que considera a instituição uma referência no mercado. “Os alunos do SENAI CETIQT possuem uma concepção completamente diferenciada do mercado. Eles conseguem ser mais dinâmicos. São profissionais muito capacitados e antenados às mudanças. Este curso é o futuro. O mundo mudou e a alfaiataria ainda é de grande relevância e o SENAI CETIQT sabe disto”, garantiu Sergio, que já atuou em marcas conceituadas como VR, Dudalina, Alpargatas S.A. e Nível, que atende a Tommy Hilfiger.

Em seguida, Miguel Cavalcante conversou com os presentes sobre o ressignificado da alfaiataria. O modelista à frente da A.Brand e Animale comentou sobre a sua trajetória profissional, na qual precisou se reinventar e ultrapassar os receios da informática para que a sua forma de trabalhar continuasse condizente à rapidez do setor têxtil. “A alfaiataria industrial não perde em quase nada para a artesanal e, além disso, o mercado está ganhando uma expansão gigantesca. Todas as marcas estão de automatizando e voltando a investir nesta técnica. Quase todos os meus assistentes são ex-alunos do SENAI CETIQT e se formaram com uma base ótima. Sendo assim, tenho certeza que esta pós-graduação vai dar todo um conhecimento de modelagem para os profissionais”, salientou Miguel, que atua há 35 anos com modelagem no Brasil e na Europa, tendo feito a primeira coleção da marca Chocolate e ainda contribuído na produção de grandes empresas, como a NIKE.

“Quando pensamos em alfaiataria, temos aquela ideia de uma roupa exclusiva para uma pessoa. Enquanto isto, atualmente, existe uma preocupação muito grande em fabricar produtos em grande quantidade que, na terceira revolução industrial, acabam não tendo muita identidade. A nossa proposta, a partir da Indústria 4.0, é pensar de novo no sob medida, mas produzindo em escala. É a união dos dois mundos. Exatamente por causa desta mudança que o profissional precisa se adequar. Sendo assim, o SENAI CETIQT está pensando no futuro do Brasil, mas ele sabe que as alterações já estão acontecendo. Não tem mais como voltar atrás”, garantiu o professor Akihito Hira.

A pós-graduação em Alfaiataria Industrial, inclusive, foi criada em consonância às aulas do primeiro MBI do país sobre a nova Revolução Industrial. Sendo assim, a coincidência acabou agregando ainda mais conteúdo já que Melissa Silva, idealizadora da pós-graduação, foi uma das alunas que se formou recentemente neste MBI. “Ajudou a expandir a minha visão sobre o tema. Vi muitos exemplos de alfaiataria 4.0 que me enchiam de alegria, porque eu percebi que estávamos no caminho certo. Era exatamente a nossa proposta com esta pós-graduação. Os alunos terão acesso ao que já está acontecendo silenciosamente no mercado”, adiantou a especialista.

Durante os nove meses de pesquisa sobre a formulação do curso, a instituição contatou diversas empresas dos setores têxtil e de confecção para entender qual a demanda da indústria. O palpite criterioso de cada empresário contribuiu para o sucesso da pós-graduação. “O feedback do mercado foi essencial para podermos pensar o curso e montar de forma mais completa possível. Conseguimos adaptar todas as demandas para a nossa pós-graduação. Foi um trabalho embrionário que ganhou proporções gigantescas. Quando nos deparamos com aquilo que tínhamos construindo, passamos a nos engajar ainda mais marcando vários encontros e workshops”, comentou Rosa Marly Cavalheiro, professora do SENAI CETIQT e uma das primeiras a ouvir a proposta do curso.

Os acadêmicos da instituição participaram de cinco workshops para se especializarem ainda mais neste conceito de Alfaiataria Industrial. “Os encontros foram muito interessantes para que nós pudéssemos entender a proposta do curso e o que queríamos instigar nos nossos alunos. Discutimos muito o tipo de modelo, a forma de interação nas disciplinas, entre outros pontos que uma matéria complementasse a outra. As atividades estão pensadas de forma a melhorar a compreensão do estudante para que ele entenda todas as etapas”, adiantou a professora de modelagem Marilene Rocha. O curso em questão conta com 360 horas, sendo 68 à distância.

As aulas de Alfaiataria Industrial, na verdade, começam reforçando a importância da qualidade do processo artesanal e, de forma evolutiva e sequencial, os professores vão introduzindo a automatização da confecção. O docente Luís Claudio da Silva, por exemplo, possui uma carreira mais voltada para o lado mais convencional de produção, mas vai focar na técnica de forma que o resultado final seja o mesmo. “O meu propósito é mostrar para os alunos que aquilo que fazemos artesanalmente também pode ser realizado industrialmente sem perder qualidade. Os dois processos estão conectados e isto valoriza a profissão. O SENAI CETIQT conseguiu observar muito bem o mercado de trabalho a partir do que o setor quer e, atualmente, é isto que estão exigindo. Sendo assim, os nossos alunos estarão sendo preparados para toda a demanda”, enfatizou.

As expectativas dos alunos são altas. Com propósitos e perfis diferentes, todos enxergaram nesta pós-graduação em Gestão e Planejamento em Modelagem uma maneira de se destacar. Maria de Jesus Lopes, por exemplo, trabalha no Grupo SOMA na área de engenharia de produto. “É imprescindível, ao meu ver, a integração entre o engenheiro de produto e o modelista para conseguirmos efetivar a venda da peça. Sendo assim, os conhecimentos que este curso vai me proporcionar são fundamentais para a minha profissão atual”, salientou Maria. Enquanto ela pretende abraçar toda a cadeia, o estudante de Manaus Wangleys Mendonça pretende se especializar para focar em sua própria marca, Wan Wan. “Sinto falta de uma modelagem de qualidade no mercado e quero trazer isto para a minha marca. Este trabalho sempre foi algo complicado para mim, requer muita técnica, por isso optei por esta pós-graduação”, afirmou.

Os estudantes também enxergam no SENAI CETIQT um caminho para estar um passo à frente das mudanças que vão acontecer no setor. Janaina Santana, modelista da Renner por exemplo, foi ex-aluna da instituição e retornou com a intenção de liderar as alterações do mercado. “Esta pós-graduação vai somar muito profissionalmente na minha carreira, já que a empresa para qual trabalho aplicará conceitos industriais mais modernos e eu já estarei à frente de todos os meus colegas. Pretendo trabalhar nesta área coordenando uma equipe, logo este curso é o caminho desta minha jornada futura”, adiantou. Gláucia Graziela também quer se destacar a partir deste curso. Ela é designer de moda especializada em estamparia e vê na instituição um caminho para a liderança. “Acredito que o designer de moda tem que ser completo. É preciso ter conhecimento de modelagem, estampa, pesquisa de tendência e entre outros temas. Temos que entender toda a cadeia para sermos os melhores e é exatamente esta a proposta. Como o próprio SENAI CETIQT estimula, quero ser a melhor e são os professores que vão me ajudar a chegar lá”, garantiu.

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