SENAI Brasil Fashion 2017: desfile final no Museu do Amanhã

O desfile final, que contou com a participação das tops Isabeli Fontana, Carol Trentini e Valentina Sampaio, encerrou com chave de ouro a 4ª edição do evento.

Inovação, talento e criatividade marcaram o desfile final do SENAI Brasil Fashion, realizado na última segunda-feira (27), no Museu do Amanhã. As 12 duplas de alunos, formadas por modelistas e estilistas,  apresentaram suas minicoleções criadas sob a tutela dos coaches Alexandre Herchcovitch, Ronaldo Fraga, Lenny Niemeyer e Lino Villaventura. Na passarela, brilharam tops como Isabeli Fontana, Carol Trentini, Valentina Sampaio, Renata Kuerten e Danny Braga, que desfilaram ao lado de jovens modelos selecionadas em comunidades carentes do Rio de Janeiro e de São Paulo.

“É muito bacana ver esse projeto, que é algo realmente inédito no Brasil, de unir esses dois pontos: de quem está no mercado com quem está chegando. Essa edição teve essa coisa muita legal de trazer não só o estilista mas também o modelista, porque a construção de um trabalho de moda envolve uma equipe. O estilista é o primeiro a dar o chute na bola, mas sem o time em campo, nada sai do papel”, disse o estilista Ronaldo Fraga, que participou como coach dos estudantes nas quatro edições do evento.

O tema dessa edição foi “Moda é futuro. Futuro é moda” e os alunos souberam explorar, com maestria, essa temática. Coleções inspiradas na sustentabilidade, na tecnologia 3D e na valorização da moda agênero e na regionalidade levaram para a passarela a originalidade dos alunos do SENAI. “As previsões futurísticas de uma cartomante” foi o tema explorado nas criações das alunas do SENAI CETIQT, Juliana Cavalcanti (estilista) e Raíssa de Sacramento (modelista), que foram orientadas pela estilista Lenny Niemeyer.  Elas levaram para a passarela modelos moda praia, com uma pegada street style, ao som do funk carioca.

“Foi uma delícia trabalhar com elas. Eu me senti bastante desafiada e gostei muito do resultado. Elas têm muita luz e tudo para fazer sucesso”, comentou Lenny Niemeyer, que participa do evento pelo segundo ano. “É muito diferente fazer esse trabalho, me coloco do outro lado e consigo passar orientações respeitando o DNA de cada um dos alunos, o que é muito importante. Não tenho perfil de professora, mas nesses quase 30 anos que estou na profissão, fazer com que eles absorvam um pouco do meu conhecimento é muito gratificante”, complementa.

O SENAI Brasil Fashion é um projeto de educação profissional, dedicado ao aprimoramento técnico de alunos das unidades do SENAI de todo o país nas áreas de Moda, Vestuário e Confecção. O evento possibilita o encontro entre a experiência e conhecimento dos coaches com a jovialidade e vontade de criar dos alunos. O resultado é um projeto sólido, que revela grandes talentos do mundo da Moda há quatro anos.

“Para os novos estilistas, é uma ótima maneira deles serem inseridos no mercado de moda, que não é um mercado fácil. Eles têm a oportunidade de trabalhar três meses com os melhores da área, próximos de pessoas de peso no mundo da moda. É uma honra participar desse sonho deles, vão lembrar eternamente desse momento quando estiverem fazendo os fashion weeks da vida”, disse a top Carol Ribeiro, que apresentou o evento.

“Quando separo as duplas e vejo que um grupo tem muito a ver com alguém, eu já jogo para outra pessoa. Tento fazer com que as duas pontas se acrescentem e consigam crescer juntas. O projeto é um  trabalho colaborativo, com uma integração de universos diferentes”, explica Jackson Araújo, consultor de moda do SENAI Brasil Fashion.

O Coordenador do SENAI Brasil Fashion e Assessor da Diretoria, Marcelo Ramos, afirma que o objetivo do projeto é capacitar os alunos, visando o crescimento e aprimoramento profissional de cada um. “Temos dezesseis estados com cursos do SENAI nessas áreas e que participaram desse projeto. Dez estados estão aqui muito bem representados com estudantes e suas criações, de uma qualidade incrível. E para conseguir realizar o desfile, os alunos tem o respaldo de unidades bem estruturadas, com laboratórios, oficinas, enfim, locais para desenvolver seus talentos”, concluiu.

Cerca de 300 alunos de todo o país participaram do processo seletivo para o SENAI Brasil Fashion. E depois de três meses de trabalho duro, o resultado é o mais satisfatório possível. Parabéns aos participantes!

Nova especialização do SENAI CETIQT irá capacitar empresas a implementar modelo de Confecção 4.0

Objetivo é capacitar profissionais da área têxtil, de vestuário e confecção na criação de novos projetos alinhados ao conceito de Indústria 4.0

Com a missão de preparar a indústria para as novas demandas do mercado têxtil, de confecção e vestuário, o SENAI CETIQT lançou a pós-graduação MBI Indústria Avançada: Confecção 4.0. A proposta é formar gestores de todo o Brasil na elaboração de projetos de implantação deste novo modelo de produção – já alinhados aos conceitos da Indústria 4.0.

O curso é uma estratégia da instituição para adequar a mão de obra das empresas aos novos processos de manufatura que chegam com a quarta revolução industrial. A integração entre os espaços virtual e físico, pessoas, produtos e tecnologia é o ponto alto da Indústria de Confecção 4.0 e durante o MBI os participantes poderão aplicar estes conceitos em soluções reais.

Como conclusão de curso, o participante irá apresentar um projeto completo de proposição de uma planta de confecção 4.0 para CEOs da indústria. O participante também terá a oportunidade de realizar networking e discutir com especialistas do setor caminhos para implementar inovações neste novo mercado.

“Não há dúvidas de que o modelo 4.0 será o futuro da manufatura industrial, com a participação cada vez maior do consumidor no processo de produção das peças, tendo a conectividade como grande diferencial. Será uma nova etapa para a indústria têxtil e de confecção, e também para o consumidor”, afirma Robson Marcus Wanka, Gerente de Educação do SENAI CETIQT.

O MBI Indústria Avançada tem previsão de início em março de 2018, com duração de seis meses, e será ministrado à distância, com encontros presenciais e imersivos em hotel no Rio de Janeiro, e aulas práticas na nova Planta de Confecção 4.0 do SENAI CETIQT, no Rio de Janeiro.

Inscrições abertas no site do SENAI CETIQT.

 

 

SizeBR : O Estudo Antropométrico Brasileiro

No ano de 2005, o SENAI CETIQT começa a desenhar um projeto fundamental para decifrar, entender e propor soluções para um dos maiores “enigmas” da Cadeia Produtiva Têxtil e de Confecção e, consequentemente, do varejo de Moda: o mapeamento dos corpos da população brasileira. Iniciava-se então a Pesquisa Antropométrica.

Nosso país possui uma diversidade populacional muito rica.  Não existe um padrão de corpos que seja válido para todo o território nacional. Pelo mesmo motivo, não havia uma metodologia pré-existente que fosse adequada aos objetivos do projeto.

Ao longo de dez anos, a equipe do SENAI CETIQT deparou-se com os desafios característicos de trabalhos inovadores. Nos primeiros passos, debruçou-se intensamente na busca de referenciais técnicos e acadêmicos, tanto nacionais, quanto internacionais. Esse primeiro momento fundamentou a necessidade da aquisição de um equipamento de alta tecnologia que pudesse escanear o corpo humano, fornecendo assim dados precisos para serem analisados. Desta forma, o passo seguinte foi adquirir o 3D Body Scanner da TC², o primeiro no Brasil a utilizar a tecnologia de captação de imagem por luz branca.

As medições piloto foram primordiais para criar instrumentos estatísticos e métodos próprios de análise de dados. Em 2012, começa então o início à grande fase da pesquisa de campo que percorreria todo o Brasil, mensurando em torno de 10 mil pessoas, entre 18 e 65 anos, nas cinco regiões do país, percorrendo 16 estados e 27 cidades.

A definição da meta de 10 mil corpos e do escopo do estudo foram obtidos por meio de recorte da população brasileira, das cinco regiões do país. Para potencializar seus efeitos junto à indústria, foi criado um filtro que abrangesse a faixa etária onde se encontra a maior fatia de consumidores brasileiros. Baseado em dados do IBGE, o filtro situou o target da pesquisa na faixa etária que varia entre 18 e 65 anos. Para a realização das medições foi necessário organizar um intenso e estruturado programa de treinamento para a equipe, e montar uma delicada logística para que o 3D Body Scanner pudesse viajar pelo país.

Ao final do ano de 2014, terminada a pesquisa de campo e iniciou-se o trabalho de tratamento dos 10 mil dados coletados, que se prolongou por todo o ano de 2015.

Ainda com o propósito de permitir recortes para a customização dos resultados, paralelamente às medições, foi realizada uma pesquisa sócio econômica para compreensão do comportamento e hábitos de consumo dos pesquisados. Desta maneira, a utilização desse conjunto de variáveis passa a constituir uma poderosa ferramenta para o aumento da competitividade e da produtividade da indústria brasileira de vestuário.

Autor : Sergio F. Bastos; Flávio Sabrá ; Rynaldo Anversa Rosa; Luiz Felipe F. Brito.
Local da publicação : 4th International Conference and Exhibition on 3D Body Scanning Technologies – 19 a 20 novembro de 2013, Long Beach/CA

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