SENAI CETIQT recebe o 4º Intercâmbio de Lideranças Setoriais

O evento, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, reuniu aproximadamente 50 presidentes de Sindicatos da Área Têxtil e do Vestuário do Brasil, nos dias 10 e 11 de abril.

O SENAI CETIQT sediou a quarta edição do Intercâmbio de Lideranças Setoriais da Indústria Têxtil e do Vestuário, organizado pela CNI. O evento visa aproximar e promover a troca de experiências entre presidentes de sindicatos empresariais, assim como promover a difusão de soluções do Sistema Indústria. Durante dois dias, cerca de 50 líderes dos setores Têxtil e do Vestuário de todo o país participaram da elaboração de um projeto a ser implantado nacionalmente pelos sindicatos, a fim de fortalecer a imagem e a competitividade dos setores envolvidos.

O superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção – ABIT, Renato Leme, também marcou presença. Durante a programação, o diretor-executivo do SENAI CETIQT, Sergio Motta, apresentou a instituição aos presentes, que puderam ainda conhecer as instalações do Instituto SENAI de Tecnologia – IST, a Planta de Confecção 4.0, a Planta de Fibras Químicas e a Planta de Fiação.

A iniciativa da CNI atende, além das áreas Têxtil e do Vestuário, outros 13 setores. São eles: Alimentação, Laticínios, Panificação, Couro e Calçados, Gráfico, Reparação, Bebidas, Metalmecânico, Base Florestal (Madeira e Móveis), Químico e Farmacêutico, Cerâmico, Plástico e Construção Civil.

 

 

Abertas as inscrições da Pós-graduação em Docência para professores de todo o SENAI

O SENAI CETIQT está com inscrições abertas para a pós-graduação em Docência na Educação Profissional e Tecnológica, até o dia 14/09. O curso de especialização é totalmente on-line e voltado para professores que desejam aprimorar as práticas pedagógicas, com foco na Metodologia SENAI de Educação Profissional.

Quem pode se inscrever

Docentes do SENAI graduados em nível superior que tenham:

– Disponibilidade de 10h semanais
– Conhecimentos básicos de informática e acesso à internet
– Disponibilidade de um dia para apresentar o TCC do curso presencialmente no Rio de Janeiro (SENAI CETIQT)

As inscrições podem ser realizadas on-line, no site do SENAI CETIQT.

Para mais informações, acesse o edital do processo seletivo.

Começa o MBI em Indústria Avançada: Confecção 4.0 do SENAI CETIQT

MBI Indústria Avançada

No último final de semana, 06 e 07 de abril, o SENAI CETIQT deu início ao curso MBI em Indústria Avançada para 45 empresários e executivos da cadeia têxtil e de confecção de várias regiões do Brasil. Estratégias de reposicionamento da indústria, ferramentas de inovação, formas de financiamento e confecção 4.0 foram alguns dos temas tratados no primeiro encontro dos seis presenciais previstos no curso, que tem parte do ensino a distância.

O objetivo do MBI é a criação de um plano de indústria avançada aplicado a situações reais das empresas representadas, entre elas Malwee, Coteminas, Guararapes, DeMillus, Cedro e Cataguases. Outro ponto chave do curso é a interação entre os participantes, que têm alto poder de influência e decisão em suas empresas, para o debate e a aplicação de soluções para a indústria brasileira.

O início dos encontros de imersão, que acontecem no hotel Windsor na Barra da Tijuca, foi marcado pela presença de vários convidados especiais, entre eles o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) parceira do SENAI CETIQT na oferta do MBI. “Uma das competências do SENAI CETIQT é desenvolver cursos pioneiros como este e a da ABIT é mobilizar todos em busca de um propósito: o crescimento”, declarou Fernando Pimentel. Em seguida, Claudio Leal, superintendente do BNDES, apresentou as formas de financiamento do Banco para projetos de inovação. Andrea Bentes Leal, representante da FINEP – Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa também foi uma das convidadas da cerimônia de abertura.

Na sala de aula, que estava organizada em mesas redondas de acordo com a metodologia ativa do curso, Angela Hirata, presidente da Japan House, apresentou inovações nacionais e japonesas através de cases do mercado para o reposicionamento da indústria por meio da criatividade e da análise correta dos ambientes.

Já no segundo dia, todos os participantes foram levados à Planta de Confecção 4.0 do SENAI CETIQT, localizada na unidade Riachuelo. A planta é a primeira do país voltada para o setor de Confecção e todas as fases, da implementação à produção, foram discutidas com o grupo.

Durante a tarde, Celson Pantoja Lima, professor adjunto na Universidade Federal do Oeste do Pará e pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), agitou a turma com vários métodos e ferramentas para se pensar inovação.

Além de todos os detalhes pensados para encantar os participantes, como os óculos de realidade aumentada, a mochila, o moleskine, a caneta e o cartão pen-drive, os executivos foram surpreendidos com a visita do Bernardinho, técnico da seleção brasileira feminina de vôlei.

“O setor de Confecção não pode descansar. Não importa se ganhamos uma medalha de ouro na coleção passada, a cada nova estação, o esforço começa do zero. Não tem como encurtar caminho: é repensar estratégia, inovar e vencer uma etapa de cada vez. Ninguém deve olhar para o ouro passado. Temos que mirar no futuro”, incentivou Bernardinho.


Confira fotos do encontro.

SENAI CETIQT reúne especialistas da Indústria Têxtil e da Moda para discutir inovações no setor

Tendências como tecnologias vestíveis, corantes naturais e evolução dos tecidos antichama estiveram entre as pautas do primeiro Ciclo de Encontros com a Indústria de 2018.

O SENAI CETIQT promoveu, no dia 26 de março, o Ciclo de Encontros com a Indústria com foco em Inovação na Cadeia Têxtil e na Moda. Representantes da FIRJAN, Sebrae, IED, ANPROTEC e os principais desenvolvedores de soluções em educação, tecnologia e inovação do país marcaram presença na Unidade Riachuelo.

A programação do encontro contou com um dia inteiro de palestras, painéis e bate-papos. No primeiro painel, sobre “Visões de Inovação dentro da cadeia têxtil”, o estilista Renato Cunha falou sobre a movimentação internacional em torno da reciclagem de materiais para transformação em fibras têxteis. Entre os exemplos já existentes no mercado, estão os pilotos de tecidos feitos com resíduos plásticos e redes de nylon descartados nos mares, além dos fios feitos da caseína do leite, da borra de café, de soja e de semente da mamona.

O estilista apresentou ainda as tendências da Wearable Technology, ou Tecnologia Vestível. São roupas e acessórios inteligentes confeccionados com tecidos e materiais que captam a energia solar e cinética para alimentar os dispositivos instalados na trama do tecido. Essa tecnologia poderá ser usada, por exemplo, na área biomédica, para monitorar a saúde das pessoas. No ramo esportivo e fitness já existe um movimento de tramas com sensores que monitoram e auxiliam os exercícios físicos, como um personal trainer de inteligência artificial.

Em seguida, a representante da Dupont, Desiree Cerqueira, falou sobre ciência integrada, produtos químicos e tecnologia industrial para uso militar utilizada em tecidos com proteção balística e ainda com camuflagem infravermelha. Já Gustavo Miranda, da TNS Antimicrobial Solution, apresentou oportunidades e tendências em nanotecnologia, com soluções antimicrobianas para aplicação em tecidos e outras superfícies.

Adriano Passos, pesquisador do Instituto SENAI de Inovação em Biossintéticos – ISI e Joyce Quenca, Diretora da Biodiversitè falaram sobre a pesquisa desenvolvida no SENAI CETIQT para transformar pigmentos extraídos da casca da castanha do Brasil e do Baru em corantes industriais para tecidos.

“Estamos bem estruturados nacional e internacionalmente no ramo de cosméticos, mas no segmento têxtil estamos começando agora. Esse evento está sendo nossa mola propulsora porque estamos tendo a oportunidade de nos conectar com pessoas do ramo da moda. Queremos nos aproximar cada vez mais desses profissionais para que possamos alavancar os investimentos da empresa nessa área”, pontuou Joyce.

Já o também pesquisador do ISI George Faria falou sobre o desenvolvimento de um material antichama de baixo custo por meio da nanotecnologia, realizado na Planta de Fibras Químicas do SENAI CETIQT. Nesse processo, emprega-se uma nanopartícula comercial, atóxica e de fácil incorporação à fibra que forneça um efeito permanente no tecido. Ensaios preliminares já indicam uma excelente capacidade do material na não propagação de chamas.

Encerrando a primeira parte do evento, a pesquisadora Lia Coelho falou sobre o “Cashmere Brasileiro”, desenvolvido por ela. O projeto, inédito no mundo e realizado em parceria com o SENAI CETIQT, mostrou que o fio pode ser colhido de três raças de cabras encontradas facilmente no Brasil. E o que é melhor: possui qualidade superior às fibras dos grandes produtores mundiais de cashmere, como China, Austrália e Mongólia.

“Após visitar diversas fazendas de cabras, descobri que podemos coletar cashmere em sete regiões do país. No Nordeste, encontramos em Taperoá, na Bahia, o fio mais fino do mundo, com três micrômetros de espessura, contra 12 micrômetros dos principais produtores do mundo. O projeto já está concluído. Precisamos agora de uma empresa investidora disposta a realizar todo o processo, desde a coleta do pelo e a produção do fio, até a confecção do tecido e das peças”, explicou a pesquisadora.

Inovações na cadeia têxtil: discussões sobre o futuro

Na parte da tarde, o engenheiro do Instituto Tecnológico da Aeronáutica – ITA, Gilberto Petraconi, ministrou uma palestra sobre materiais têxteis técnicos e funcionais, como a funcionalização com plasma e sua aplicação em tecidos antichama. Na sequência, o Coordenador do curso de Design de Moda do SENAI CETIQT, Marco Lobo, falou sobre inovação e tecnologia na educação, traçando um diagnóstico do design no Brasil.

O evento terminou com uma mesa redonda composta pela coordenadora de Moda do Sebrae-RJ, Fabiana Pereira Leite; o presidente da ANPROTEC (Associação de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores), José Aranha; a estilista e coordenadora do curso de Moda do IED, Yamê Reis; e a coordenadora de Responsabilidade Social da FIRJAN, Eliane Damasceno.

“Os desafios são tão grandes que é importante se reunir e colocar as instituições juntas para conversar. Então, um evento como esse, trazendo SENAI, FIRJAN, Sebrae, IED, todas as instituições que estão pensando a moda juntas, é muito rico. Muitas vezes os alunos ou jovens empreendedores querem inovar, mas não sabem como fazer. Por isso esse tipo de debate é essencial para o florescimento de novas ideias”, disse a Coordenadora do Sebrae-RJ.

O Presidente da ANPROTEC ressaltou, por sua vez, que a inovação está evoluindo muito e essa rapidez é crítica. “A grande discussão é como vamos preparar o jovem para trabalhar no futuro, um futuro que a gente nem sabe qual vai ser, que está completamente em aberto. Estamos falando da quarta revolução industrial e das mudanças que essa revolução vem fazendo nos processos industriais, de produtos e de relacionamento. Temos que preparar esse pessoal porque sabemos que eles não farão igual ao que fazemos hoje”.

ISI em Biossintéticos do SENAI CETIQT aprova projeto de inovação para produção nacional de materiais têxteis resistentes a 1000 °C

Por meio do Edital de Inovação, novos materiais que resistem a altas temperaturas poderão ser produzidos pela indústria nacional. Esta tecnologia atende a diversos setores, principalmente à indústria aeroespacial e automobilística. O desenvolvimento do projeto será realizado em parceria com a empresa Multivácuo Aeroespacial.

A nova fibra de poliacrilonitrila (PAN) oxidada é um desenvolvimento revolucionário e pioneiro no Brasil graças à tecnologia agregada à nanoestrutura da fibra, dessa forma, o efeito termorresistente é perene, sendo seu uso limitado apenas pelo desgaste natural do tecido. A próxima etapa do desenvolvimento será ajustar a nova fibra com características adequadas para suas aplicações nos processos têxteis de fiação e tecelagem.

“O Brasil figura como o principal produtor e consumidor de têxteis técnicos na América Latina. O desenvolvimento desta tecnologia a partir da PAN-oxidada permitirá conduzir este setor, caracterizado como tradicional, para o patamar das indústrias de alta tecnologia”, disse Ricardo Cecci, coordenador de inovação em fibras do ISI em Biossintéticos do SENAI CETIQT.

O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa que valoriza a inovação, financiando o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores. Empresas de qualquer porte podem participar do Edital. No total, R$ 53,6 milhões em aportes serão disponibilizados por meio da parceria entre o SEBRAE, o SENAI e o SESI.

O ISI em Biossintéticos

Com um conceito de alta integração com a indústria e a academia, a equipe do ISI em Biossintéticos do SENAI CETIQT é formada por especialistas reconhecidos nas áreas de biotecnologia, transformações químicas, engenharia de processos e fibras. Em 2017, o SENAI CETIQT inaugurou a planta de Fibras Químicas a fim de apoiar as indústrias no desenvolvimento de pesquisas para a fabricação de fios com funcionalidades. (Veja mais sobre a planta de Fibras Químicas).

Nova especialização do SENAI CETIQT irá capacitar empresas a implementar modelo de Confecção 4.0

Objetivo é capacitar profissionais da área têxtil, de vestuário e confecção na criação de novos projetos alinhados ao conceito de Indústria 4.0

Com a missão de preparar a indústria para as novas demandas do mercado têxtil, de confecção e vestuário, o SENAI CETIQT lançou a pós-graduação MBI Indústria Avançada: Confecção 4.0. A proposta é formar gestores de todo o Brasil na elaboração de projetos de implantação deste novo modelo de produção – já alinhados aos conceitos da Indústria 4.0.

O curso é uma estratégia da instituição para adequar a mão de obra das empresas aos novos processos de manufatura que chegam com a quarta revolução industrial. A integração entre os espaços virtual e físico, pessoas, produtos e tecnologia é o ponto alto da Indústria de Confecção 4.0 e durante o MBI os participantes poderão aplicar estes conceitos em soluções reais.

Como conclusão de curso, o participante irá apresentar um projeto completo de proposição de uma planta de confecção 4.0 para CEOs da indústria. O participante também terá a oportunidade de realizar networking e discutir com especialistas do setor caminhos para implementar inovações neste novo mercado.

“Não há dúvidas de que o modelo 4.0 será o futuro da manufatura industrial, com a participação cada vez maior do consumidor no processo de produção das peças, tendo a conectividade como grande diferencial. Será uma nova etapa para a indústria têxtil e de confecção, e também para o consumidor”, afirma Robson Marcus Wanka, Gerente de Educação do SENAI CETIQT.

O MBI Indústria Avançada tem previsão de início em março de 2018, com duração de seis meses, e será ministrado à distância, com encontros presenciais e imersivos em hotel no Rio de Janeiro, e aulas práticas na nova Planta de Confecção 4.0 do SENAI CETIQT, no Rio de Janeiro.

Inscrições abertas no site do SENAI CETIQT.