GDES - Especialistas debatem sobre saúde mental no trabalho e mudanças da NR-1 no Fórum Lideranças Sustentáveis
Especialistas debatem sobre saúde mental no trabalho e mudanças da NR-1 no Fórum Lideranças Sustentáveis
Publicado por: Jaqueline Cruz | Data da publicação:18/05/2026 | Última atualização: 18/05/2026
Publicado por: Jaqueline Cruz | Data da publicação:18/05/2026
Última atualização: 18/05/2026
No dia 7 de maio, o SENAI CETIQT reuniu especialistas, lideranças empresariais e profissionais de recursos humanos, saúde e segurança do trabalho para debater sobre os impactos das mudanças da NR-1 e os desafios relacionados à saúde mental no ambiente de trabalho, durante a 3ª edição do Fórum Lideranças Sustentáveis.
O encontro destacou a importância da integração entre práticas sustentáveis, bem-estar organizacional e gestão de riscos psicossociais, reforçando o papel das empresas na promoção de ambientes mais saudáveis, seguros e inclusivos.
A programação contou com palestras do psicólogo sanitarista do trabalho Bruno Chapadeiro, professor da Universidade Federal Fluminense, e de Marcelo Ramos, gerente de Desenvolvimento Estratégico e Sustentável do SENAI CETIQT.
Bruno deu início à sua apresentação abordando a relação entre trabalho e saúde mental, ressaltando que o trabalho pode tanto promover saúde quanto contribuir para o adoecimento, dependendo de como é organizado e vivenciado. Para ele, fatores como organização, processo e condições de trabalho influenciam diretamente nesse equilíbrio.
Outro ponto destacado foi o papel da cultura organizacional e das práticas de gestão na geração ou mitigação de riscos psicossociais, como estresse, ansiedade e depressão. Ele alertou que esses riscos podem atuar tanto como fatores de proteção ou adoecimento dos colaboradores, dependendo da forma como são geridos dentro das organizações.
“A gente precisa entender que há muitas organizações que, culturalmente, são coniventes com as práticas de assédio. Quando, não muito, elas incentivam as práticas de assédio como práticas de gestão, em nome da produção, de bater a meta e atingir os resultados a qualquer custo”, comentou.
Logo após, Marcelo Ramos apresentou uma contextualização baseada em dados obtidos ao longo de sua trajetória, destacando tendências estruturais que vêm impactando o mundo do trabalho. Entre os pontos abordados, destacou a maior instabilidade, mudanças nas relações profissionais e a crescente disputa por mão de obra, impulsionada pela transição demográfica.
Ao falar de Diversidade, Equidade e Inclusão na agenda ESG Social, Marcelo enfatizou que os impactos da crise de saúde mental nas organizações afetam de forma desigual pessoas de grupos menorizados.
“Ou seja, nos estudos que a gente faz de diagnóstico, a gente vê as mulheres como o principal grupo que sofre assédio no trabalho. A gente vê pessoas de comunidade LGBTQIA+, pessoas mais vulneráveis e de determinadas regiões que sofrem uma série de preconceitos e discriminações. É importante entender o quanto esses grupos estão submetidos fortemente a esses riscos”, afirmou.
Em seguida, Bruno e Marcelo abriram o debate para a participação do público. Foram discutidas boas práticas já adotadas por algumas instituições, além de fatores que ainda contribuem para a ocorrência e naturalização de situações de assédio no ambiente de trabalho.
A iniciativa reforça o compromisso do SENAI CETIQT com a promoção de debates estratégicos e ações voltadas à inovação, sustentabilidade e fortalecimento da indústria brasileira.
Confira abaixo os registros do encontro: