Exposição de aluna da Faculdade SENAI CETIQT une reflexão e técnicas de estamparia no Palácio Tiradentes

Publicado por: Jaqueline Cruz | Data da publicação:11/05/2026 | Última atualização: 11/05/2026

Publicado por: Jaqueline Cruz | Data da publicação:11/05/2026
Última atualização: 11/05/2026

No último dia 29 de abril, foi inaugurada, no Palácio Tiradentes, no Centro do Rio, a exposição “Humanidade”, da artista visual e designer de moda Gisele de Melo, aluna da pós-graduação em Design de Estamparia da Faculdade SENAI CETIQT. Com entrada gratuita, a mostra fica em cartaz até o dia 27 de maio e está aberta ao público de segunda a sexta-feira.

A exposição integra a mostra coletiva “Baixada Fluminense: A Arte no Palácio”, realizada como parte das comemorações pelos 100 anos do Palácio Tiradentes. A iniciativa reúne 14 artistas da região e busca ampliar a visibilidade da produção cultural da Baixada dentro de um espaço simbólico para a história brasileira.

Por meio de cores, formas, estampas e diferentes técnicas artísticas, Gisele aborda questões ligadas à identidade, ao pertencimento e às relações humanas. Segundo a artista, o processo criativo das obras surgiu a partir da necessidade de compreensão sobre a perfeição imposta atualmente.

“Eu comecei a desenvolver essas obras no ano passado, quando eu iniciei um processo de questionamento sobre esse momento de muita perfeição que a gente está vivendo na sociedade. Então, elas começaram a nascer do meu olhar para tudo que estava muito artificial e muito perfeito”, comentou.
 

 

 

Ainda de acordo com Gisele, a exposição nasce de um incômodo sobre a busca por uma perfeição que, muitas vezes, é construída, adquirida e até comprada, mas que também aprisiona.

“Por que não existe mais processo? Por tudo é tão perfeito e a gente não pode mais errar? É um questionamento. Porque a gente se encarcera quando a gente está no perfeito, vivendo o perfeito. Então, tem que estar sempre se adaptando. É realmente doloroso e difícil, provavelmente, viver sob o perfeito.  Essas obras partem dessa narrativa dessa reflexão”, destacou.

Durante a exposição, Gisele apresentou nove obras produzidas em técnicas variadas, entre elas pintura acrílica, trabalhos espatulados, pinturas a pincel, aquarela e composições com resíduo têxtil. As criações também demonstram a conexão entre a formação acadêmica e a produção artística contemporânea.

Para ela, os aprendizados adquiridos ao longo das aulas da pós-graduação em Design de Estamparia contribuíram para o desenvolvimento de sua técnica e senso crítico.

O SENAI me trouxe dois pontos muito importantes dos quais não tenho como me desprender:  o questionamento é um; fazer com excelência é outro. Então, eu aprendi a questionar. E todo o processo de ilustração e criação, eu sempre tive algum professor ou algum olhar, seja na coloração ou na própria técnica, que eu trouxe e está aqui, como uma obra que nasceu dentro da pós em Estamparia, com o professor de ilustração Gabriel Netto”, afirmou.